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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Horário de Atendimento




Terça - Feira
Horário: Das 18:00 as 20 horas

Atendimento com Maria Padilha e Tranca Rua.

Quarta - Feira 
Horário: 09:00 as 20 horas

Atendimentos com Caboclos, Boiadeiros, Baianos, Preto Velhos e demais Guias de Umbanda, voltado para passes, descarregos e demais desobsessões.

Quinta - Feira
Horário: Das 16:00 as 20 horas

Atendimento com Rainha das Sete Encruzilhadas, Exu Caveira, Cigana Marcia, Pombagira Sete Brasa, Exu Calunga.



*** Todos os atendimentos deverão ser marcadas com antecedência de 1 semana pelo fone               (047) 3422 8493,  os encaixes de horários deverão ser solicitados 1 dia antes (salvos as emergências). A agenda serve para a não sobrecarga (grandes esperas) e o não esgotamento dos Aparelhos.


Casa Ogun Beira Mar

O Tocar no Chão

Tocar o chão



Acreditavam os nagôs que existiam nove espaços (planos) no além. Entre os quatro superiores e os quatro inferiores, havia um plano intermediário que se localizava (exatamente) no espaço ocupado por nosso planeta; esse seria o plano astral terrestre. Era através desse espaço que chegavam a Terra os Orixás e ancestrais vindos dos vários outros planos.
Surgiam, pois, para os nagôs, os orixás e ancestrais de dentro da Terra. Assim, quando desejam chamar os orixás, os nagôs tocavam três vezes os solos (após o nome de o orixá ser pronunciado).
O solo diante dos tambores também era tocado (antes ou depois de tocarem com os dedos o próprio atabaque), afinal, quem chamava (através do som) os orixás eram os tambores.
O solo era sempre tocado três vezes; o três representa na cultura nagô açãomovimento e expansão… Tocar o solo três vezes era o gestual que significava o “assim seja”, o cumpra-se. Então quando, por exemplo, o nome de Ogum pronunciado, todos tocavam três vezes o solo; “assim seja”, “que Ogum venha até nós”…
No Brasil, os africanos, para consagrar o solo, para transformar o terreiro em uma pequena África, enterravam relíquias trazidas (da África), transformando (ritualmente) o solo brasileiro em solo africano (”chão” dos seus orixás).


Casa OGUN BEIRA MAR

Os Pés Descalços na Umbanda

Os Pés Descalços na Umbanda




O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.

Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.
É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.
Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Na casa é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).
Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os "pés descalços" eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da "conquista" dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).
Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.
Eles estavam na África e não mais no Brasil.
No solo africano (dos terreiros) eles retornavam  à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc. "Em algumas casas quando o médium faz a sua ultima obrigação ele ou ela ganha o direito da dignidade podendo osar sapatos próprios para o ritual, salientamos que a CASA não tem isso como doutrina".


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Ato de Bater a Cabeça

Ato de Bater a Cabeça

 

 

Talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos. O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para algumas tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade. Seu significado pode ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano diante da onipotência do conjunto de forças, muitas vezes representada através de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega. Também pode ser entendido como representação de humildade, bem como uma forma de agradecimento. Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos, orixás, guias e entidades, e ainda nas figuras dos Bàbálorixá e Yálòrixá ou mais velhos na religião. A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, em função de doutrina e fundamentos próprios. Na casa OGUN BEIRA MAR, por instrução da Yálòrixá devemos ter este respeito com todo o povo de Umbanda e Candomblé.



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